domingo, 25 de janeiro de 2026

“Acredito que, pelo menos, a gente entregue a metade das creches ainda neste ano”, diz secretário Gilson Monteiro

Do Blog Ricardo Barreto


Foto: Blog Dantas Barreto

Quase um mês após a inauguração da primeira creche das 250 prometidas, o secretário de Educação de Pernambuco, Gilson Monteiro, admitiu, nesta sexta-feira (23), que nem todas poderão ser inauguradas até o final deste ano. Em 2022, a governadora Raquel Lyra (PSD) se comprometeu em garantir 60 mil vagas neste primeiro mandato, no entanto Monteiro ressalta que houve atrasos nos processos de licitação e até mesmo indicações de terrenos incompatíveis com os projeto a exemplo do que aconteceu no Recife. Além disso, a ideia inicial era construir creches com material pré-moldado e agora está sendo em alvenaria.

“Acredito que, pelo menos, a gente entregue a metade das creches ainda neste ano. Acredito fortemente nisso e até um pouco mais porque a gente precisava fazer a base. Teve muitos problemas no início dos próprios processos licitatórios e os encaminhamentos que eles dão. A gente sabe quando começa uma licitação, mas não sabe quando termina. Mas o objeto continua de pé. O objetivo, mais do que ano eleitoral, é entregar para a sociedade um equipamento que o município, pela própria dificuldade e deficiência financeira, não tem o quantitativo de creche necessária”, disse o secretário, durante entrevista no programa Diálogo, da TV Nova Nordeste.

De acordo com Gilson Monteiro, há 157 unidades em construção. Ele disse que partiu da governadora Raquel Lyra a determinação para construir em alvenaria por ser mais duradoura que o material pré-moldado. “Foi o tino da governadora. A gente teria a rapidez, mas teria a perenidade? A gente tem a necessidade de deixar alguma coisa que dure. A gente pode perder um pouco mais de tempo, mas ganha em durabilidade”, ressaltou.

FOI PEGADINHA?

Raquel Lyra vistoria creche de Caruaru. Foto Janaina Pepeu - Secom

O secretário de Educação foi questionado se a Prefeitura do Recife tentou fazer uma pegadinha, quando indicou nove terrenos dentro de áreas onde funcionam escolas do Estado. Na época, a gestão municipal alegou que isso facilitaria o processo de construção das creches na Capital.

“Não posso dizer que foi uma pegadinha. Quando a gente solicita indicação do município é que seja dentro da metragem suficiente. A gente não fez julgamento de pegadinha, fez julgamento de que a área não era condizente com o projeto. Como não teve como fazer, a gente informou e buscou outras áreas”, esclareceu Gilson.

O secretário acrescentou que o modelo das creches é para comportar 10 salas, porém nas indicações da Prefeitura do Recife só seria possível construir com cinco. “Então, não tinha condições”, afirmou.

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