terça-feira, 27 de janeiro de 2026

CHACINA EM SÃO JOÃO COMPLETA TRÊS ANOS E SEGUE COMO UM DOS EPISÓDIOS MAIS VIOLENTOS DA HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

Do Portal Agreste Violento

Há exatos três anos, em 26 de janeiro de 2023, a cidade de São João, no Agreste de Pernambuco, viveu uma das noites mais trágicas de sua história. Uma chacina ocorrida no centro do município deixou cinco pessoas mortas e outras cinco feridas, rompendo de forma abrupta a sensação de tranquilidade que marcava a rotina da população.

O crime aconteceu em um espetinho bastante frequentado, onde moradores se reuniam para momentos de lazer. Um grupo de aproximadamente sete homens armados chegou ao local e efetuou diversos disparos. O alvo principal da ação criminosa era Lucas Pereira Andrade, de 23 anos, que foi executado no local. Outras vítimas fatais foram Valberlan Vinícius Alves e Vinícius Ravelly Ferreira Cavalcante, ambos de 27 anos, que morreram antes de receber socorro.

Durval Roberto Pereira Neto, de 21 anos, e a pequena Maria Sophia Gonçalves da Silva, de apenas 2 anos, chegaram a ser socorridos ao Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, mas não resistiram à gravidade dos ferimentos. A morte da criança causou comoção ainda maior e reforçou o sentimento de revolta na população.

Além das vítimas fatais, outras cinco pessoas foram atingidas pelos disparos e sobreviveram. O ataque, considerado ousado e violento, teve forte repercussão em toda a região e ganhou destaque na imprensa nacional.

As investigações conduzidas pelas forças de segurança avançaram rapidamente. Os autores do crime foram identificados, presos e permanecem recolhidos no sistema prisional, o que trouxe uma resposta institucional à sociedade. Ainda assim, o episódio deixou marcas profundas.

Três anos depois, a chacina permanece viva na memória coletiva de São João. Familiares das vítimas seguem convivendo com a dor da perda, enquanto a população relembra o caso como um divisor de águas na história do município. O crime reacendeu debates sobre a interiorização da violência, o avanço da criminalidade organizada e os desafios enfrentados pelo poder público para garantir segurança em cidades de pequeno porte.

O dia 26 de janeiro tornou-se, para muitos moradores, uma data de luto e reflexão. Um lembrete de que a violência pode romper qualquer rotina e de que a preservação da vida deve seguir como prioridade absoluta. A tragédia de São João permanece como um alerta permanente e um pedido coletivo por paz, justiça e segurança.

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