Por André Beltrão – A governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), passaram a enfrentar pedidos formais de impeachment, apresentados por adversários políticos, colocando os dois principais nomes da política estadual sob forte pressão.
Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil) protocolou, nesta segunda-feira (19), um pedido de impeachment contra Raquel Lyra. A iniciativa surgiu após denúncias de que a empresa de ônibus da família da governadora, a Logo Caruaruense, operava de forma irregular há pelo menos três anos, com vistorias vencidas, frota acima da idade permitida por lei e dívidas com o Estado. O parlamentar sustenta que houve crime de responsabilidade ao permitir que interesses privados se sobrepusessem ao interesse público. O pedido agora aguarda análise do presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB).
Já no Recife, João Campos enfrenta um pedido semelhante desde o início de janeiro. O vereador Eduardo Moura (Novo) acionou a Câmara Municipal após a mudança no resultado de um concurso público para procurador do município, que acabou beneficiando um candidato inicialmente fora da lista de pessoas com deficiência. Apesar de o prefeito ter voltado atrás e nomeado o candidato originalmente aprovado, a oposição sustenta que houve violação ao edital e aos princípios da impessoalidade e da legalidade.
As denúncias de irregularidades e pedidos de impeachment, provam que a disputa eleitoral já começou e deve esquentar ainda mais.

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