terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Sendo investigado por varias denúncias em seu governo, João Campos promete acionar a Justiça e denuncia "perseguição política" em Pernambuco após investigação a secretário



Para o prefeito do Recife, as ações não são fatos isolados, mas parte de uma estratégia iniciada durante a disputa pela reeleição à Prefeitura

Por JC

Ao finalizar, João Campos ressaltou o respeito à trajetória da Polícia Civil, mas enfatizou que a democracia não tolera abusos de autoridade - EDSON HOLANDA/PCR

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), subiu o tom contra o que chamou de "uso político da Polícia Civil de Pernambuco". Em vídeo publicado em suas redes sociais, Campos afirmou que irá buscar as instâncias jurídicas para denunciar um esquema de perseguição que, segundo ele, ocorre de forma sistemática desde o período eleitoral de 2024. “Vou tomar todas as medidas cabíveis na Justiça brasileira, porque isso não vai passar impune”, declarou o gestor, referindo-se a supostas irregularidades em investigações conduzidas contra sua administração.

Campos baseou suas críticas em reportagens recentes que apontam a abertura de inquéritos sem uma suposta fundamentação jurídica e o uso de métodos heterodoxos de vigilância.

"Foi revelado que inquéritos foram desarquivados por interesse eleitoral. Perseguição sem ordem judicial, sem inquérito, sem B.O., sem nenhuma formalidade! Rastreador sendo colocado em carro oficial da prefeitura sem ordem judicial. Isso é criminoso!", disparou o prefeito.

Histórico desde as eleições de 2024

Para o prefeito, as ações não são fatos isolados, mas parte de uma estratégia iniciada durante a disputa pela reeleição. Ele relembrou um caso envolvendo a construção de creches, que chegou a ser arquivado por falta de provas de crime, mas que teria sido reaberto por "ordem superior" durante o pleito.

Campos sustenta que existe um grupo informal de agentes e delegados atuando fora dos ritos legais. Ele defende que a Polícia Civil, como instituição de Estado, não pode ser submetida a interesses partidários.

O prefeito também citou a existência de uma "grande rede de ódio" focada em fake news e ataques à honra.
Defesa das instituições

Ao finalizar, João Campos ressaltou o respeito à trajetória da Polícia Civil, mas enfatizou que a democracia não tolera abusos de autoridade. "Não vale tudo para disputar uma eleição. Não vale tudo dentro de uma instituição tão séria como é a Polícia Civil, com mais de 200 anos. A democracia brasileira não permite nem permitirá nenhum arroubo autoritário", concluiu.

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