Por Magno Martins
Dono de uma bancada de 15 deputados estaduais, praticamente um terço da Assembleia Legislativa de Pernambuco, o PSB não tem favorecido a vida de alguns candidatos à reeleição no tocante à distribuição de recursos. Isto porque algumas lideranças históricas na sigla sequer receberam verba da direção nacional, enquanto outros quadros neófitos já têm pomposos valores em suas contas bancárias de campanha.
Candidatos à reeleição, Aluísio Lessa, Isaltino Nascimento e Marco Aurélio sequer viram algum depósito oriundo de fundo partidário em suas prestações de contas eleitorais. Lessa teve que doar a si próprio R$ 30 mil para começar a movimentação financeira. Marco Aurélio fez o mesmo, só que com o valor de R $5,5 mil. Enquanto isso, Gleide Ângelo, a mais votada da última eleição, recebeu a bagatela de 1,2 milhão. Para a vice-presidente da Alepe, Simone Santana, o PSB nacional destinou R$ 1 milhão.
A rigor, a cota padrão do partido foi de R$ 100 mil, destinada aos postulantes à reeleição Aglailson Victor, Rodrigo Novaes e Waldemar Borges. Alguns nomes de mandato, como Diogo Moraes, Tony Gel e Francismar Pontes, ainda não têm as prestações de contas no site DivulgaCand, da Justiça Eleitoral. As mesmas cifras acima foram dadas a candidatos sem mandato, como os vereadores Davi Muniz, Aderaldo Pinto e Hélio Guabiraba, e outros nomes como Jarbas Filho, José Patriota e Professor Paulo Dutra.
No entanto, as castas se mostram presentes. Se valendo do cargo de presidente estadual do PSB, Sileno Guedes conseguiu R$ 300 mil da direção nacional. Por sua vez, Dannilo Godoy, ex-prefeito de Bom Conselho, recebeu R$ 150 mil. Nesse ínterim, outros nomes competitivos como Eriberto Filho (filho do presidente da Alepe e candidato a deputado federal Eriberto Medeiros), Cayo Albino (filho do prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino) e Júnior Matuto (ex-prefeito de Paulista) ainda aguardam serem lembrados pela cúpula socialista.

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